30 de janeiro de 2012

Rendição

Agora eu tenho uma caneta
E um caderninho bonito
Eu tinha, com eles um poema
Que se perdeu

Estou no lugar de sempre
Com as pessoas de sempre
Ninguém

Não costumo esperar muito mais que isso
Provavelmente já tenho mais do que mereço
Não posso julgar você
Nem me julgo
Tenho medo

Mas agora, tenho uma caneta
E sei que logo vou perdê-la
Nem me apego, já me despeço
As coisas comigo não costumam durar mesmo.

6 comentários:

Ana Andreolli disse...

o grande problema é descartar antes de acabar, tadinha da caneta, fica pela metade.

quaresma. disse...

e o mesmo acontece na vida real, onde as canetas são as pessoas que conhecemos e os caderninhos somos nós. a gente se acostuma com a não duração das coisas e com isso evitamos o tal apego, mas nem sempre é assim.

beeeeijas, Miné! ;*

ઇઉ Amanda Nárgela ઇઉ disse...

As coisas na minha opiniao dura o tempo que a mente armazena,re-processa... Pensar no fim antes de se permitir um começo é como nunca ter o que deseja.

bjks gostei daqui

aline disse...

eu perco tudo, o tempo todo também.

Fernanda disse...

Canetas pertencem ao mundo haha.Perdi uma hoje,por sinal.

Ana disse...

São as férias, hahaha. Não que não tenha tempo para escrever, tenho de sobra, não que eu não leia seus textos, leio sempre, só falta aquela paixão em escrever, que não sei onde foi...
Mas coisas perdidas podem ser encontradas, até refeitas. Voltarei logo, hahahaha...
Beijos, Henrique.