Terá um sorriso ainda alguma força?
Quando se matam por papel
E trocam papel por morte?
Onde quem mais tem mais pode
Onde quem pode tem o que quer
E quem quer não pode nada,
Um abraço vale de algo?
Um pôr do Sol
Ou incontáveis flores
De infinitas cores e indescritíveis aromas
Vão nos salvar de nossa furia quando seu irmão me matar?
E aquele cardume de peixes
Aquele pássaro tão talentoso
Com sua musica de melodia tão brilhante
E suas penas de tons tão únicos
Vão sobreviver quando enjoarmos deles?
Sangue derramado em nosso nome
Sacrificio jogado na nossa cara
Pão dormido com café fraco
Cheiro nauseante e almoço vagabundo
Noites em claro e lágrimas escondidas
Porres inconsequentes, desilusões
Contas no final do mês, pilulas mágicas com a formula da felicidade - conformismo
Auto enganação, auto mutilação, automóveis.
Vão nos salvar de algo?
O que nos resta
Se minha última gota de sanidade
Escorreu pela minha testa quando corri para pegar o onibus?
Quando a minha ultima alegria verdadeira
Vai ser jogada ao mar num ato infantil?
Se a felicidade está em liquidação
E ainda assim não temos dinheiro para comprar?
De que vai adiantar chegar no topo do monte mais alto
E apreciar toda a beleza do mundo
Se o Diabo não quer mais abrir mão dele?
Se eu posso morrer de fome
Se eu posso te matar antes
Se você pode me matar
Se nunca iremos nos conhecer
Se eu posso odiar
E ser odiado
Se você entrasse na minha casa, sentasse no meu sofá e gritasse aos quatro cantos do mundo que é eu
Meu cachorro te abanaria o rabo
Minha mãe lhe ofereceria um café
Meu Deus te mandaria para o inferno
E eu estaria no meu quarto alheio a tudo.
E amanhã, quando eu acordar, estarei melhor
Vou pensar na criação do homem
E no que ele criou
E vou querer dormir de novo, e tentar não sonhar mais.
O que nos resta, afinal de contas?
Um beijo?
Festa de Ano Novo?
Fé?
Gasolina aditivada?
Amor?
É isso que vai nos ajudar?
O que colocará um fim nisso tudo?
Quem decide ate onde aguentaremos?
O que restou, agora no fim?
Um rio? Uma praia? Uma árvore ancestral?
Uma pintura na parede gélida de uma caverna?
Uma bandeira na lua?
Nós?
Deus, ou a Dow Jones?


7 comentários:
Como diria aquele seu amigo,esse texto foi um tapa na cara!!
Só não entendi uma frase,mas emfim...
Só não sei se choro, ou se fico feliz e com mais orgulho de você por esses poemas...
Beeeijos <3
O que resta ou o que colocará fim em que? Auto enganação, auto mutilação e automóveis? A sequência: nós, Deus e Dow Jones seria suficiente?
A verdade é que o que resta continua sendo o resto, e só. E vale a pena.
Contas no final do mês, pilulas mágicas com a formula da felicidade - conformismo
Auto enganação, auto mutilação, automóveis.
Vão nos salvar de algo?
Perfeito, uma breve queda das máscaras da humanidade, brilhante.
"O que restou, agora no fim?"
Muitas respostas que gerariam novas perguntas.
Beijo, Henrique ;*
sorrisos, abraços, beijos e as outras coisas boas sempre terão o poder de mudar as coisas e de nos salvar delas. porque no fim, o amor sempre vence, SEMPRE! : )
beeeeijas, Miné! ;*
s2
Tem um post especial pro "Daquilo que não se vê" no meu blog *-*
a minha única certeza disso tudo é Deus '-'
Beijos, beijos ;*
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