Cada olhar cruzado rendia um sorriso, nem que fosse um daqueles internos, que damos para nós mesmos.
E cada sorriso trocado rendia um tremor, nem que fosse daqueles leves, aqueles de vergonha, discretos e apaixonados.
Seria lindo, uma história de fazer as meninas suspirarem e os caras que gostam de parecer durões corarem por dentro, renderia até um filme na cabeça dos mais imaginativos, e um numero incontável de poemas em cadernos escondidos.
O tipo de história que parece mentira, do tipo que contando ninguém acredita, mas que todo mundo sente.
Mas acontece que a vida não está aqui para virar filme, muito menos para parecer uma história que contando ninguém acredita. Nem tudo que pode dar errado vai mesmo dar, apenas aquilo que vá realmente fazer a diferença.
Todo santo dia ele escrevia essa história, todo santo dia ele vivia essa história, todo santo dia ele sonhava essa história.
Mas aquela garota do ônibus, que ele jurava que retribuía os olhares, lançava sorrisos e, assim como ele, esperava ansiosamente a hora de vê-lo sentado lá no fundo, sequer tinha reparado nele.
Mas não é esse o problema, e sim que, um belo dia, ela reparou. E não fez questão de olhar de novo.


4 comentários:
sou uma colecionadora dessas histórias-românticas-que-só-acontecem-no-ônibus e confesso que as gosto por demais. *-*
talvez ela só tenha ficado com vergonha, quem sabe no próximo encontro role um 'olá', quem sabe.
beeeijas ;*
ps: já desisti de te encontrar no msn ;x
Tola...
Ah, que pena...
=\
mal sabe o que perdia. todas as pessoas podem ser enormes possibilidades.
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