5 de novembro de 2011

Habitat

Poetizações juvenis em um fluxo hemorrágico
Fazem os jovens se enganaram
com puro narcisismo e auto-perdição

Abandonam o coração em nome de si mesmos
E usurpam o próprios sentimentos
Para se auto-afirmarem

E fingem que cresceram num mundo onde apenas se afunda
No meio da bosta esperramada
Pelas galáxias eternamente

São felizes na mentira de que se amam e se bastam
Quando odeiam os próprios pais
E amam corpos forjados em pixels

Se agarram na castidade da masturbação mental velada
Mas quando no banho se tocam
Na alma se culpam

Se interessam pelo espírito de maneira branda e serena
Achando as repostas para sua infinitude
Nos séculos perdidos em sangue derramado

Devoram cérebros de adolescentes mmiseráveis e soarentos
Numa batalha para salvar o mundo
Do lixo de seus espíritos

Se entorpecem com a legalidade se divertindo com respeito
Sonhando com a liberdade
Proibida por Deus

E se dilaceram após dançarem para satisfazer seus instintos animalecos
Numa troca repugnante de fluidos
Separados do amor

E acham que estando juntos não são donos mas companheiros
Mas não sabem fazer companhia
Doando um pouco de sua ausencia

E evoluem com o mundo se afastando dele e se conectando cibernéticamente
Com fotos coloridas de cores forjadas
De sombram pintadas por máquinas

Mentem sobre suas mentiras para encobrir verdades mentirosas
De que o sangue que escorreu pelas suas pernas
Nada mais era do que porra

Se destroem preservando o corpo tardiamente putrefato
Salvando suas almas do paraíso sangrento
E refrescante da infernal mente dantesca de Satanas

Vendem suas almas para o mais cruel dos Deuses pagãos
Por um pouco de peso na consciência
Que os livram de serem eles mesmos

Morrem quando nascem, vendo a luz de uma nova e desesperadora dimensão
Que os abraça com violência
Pedindo o preço da decência
Trocando espíritos por decadência
Destruindo com bondade a inocência
E dilacerando a desprezível natureza humana sem um mínimo de compaixão

4 comentários:

Ana disse...

E se entopem na entorpecência.

quaresma. disse...

meu compadre, eu tô aqui procurando palavras para expressar o que esse texto fez com a minha cabeça, mas quem disse que eu as encontro?!
esse é o melhor retrato que eu já vi sobre nosso atual habitat.
meus parabéns! *clap clap*

é, eu não pude evitar o pensamento de 'nossa, como ele gosta da palavra bosta ao ler o terceiro parágrafo' ;x

beijas, Miné ;*

quaresma. disse...

espero que o texto tenha te ajudado mesmo '-'

qualquer dia eu te explico a parte da 'bosta' ;p

eu já te adicionei, mas cadê que tu aparece?! tenta me adicionar então: quareesma_@hotmail.com

beeeijas, Miné ;*

Ana Caroline disse...

Uma punhalada no sistema de mentes que enchem o mundo Henrique?

Olha, gostei demais desta intensidade, realidade e sinceridade.

Merece todo o respeito!

Beijos, Ana Carol.