as pessoas são todas iguais
seus olhares
são todos iguais
- maquiados, desesperados
falsos
suas vozes
são todas iguais
suas vidas
suas risadas
seus prantos
e seus amores
somos todos
loucos
mendigos viciados
insanos
se arrastando pelas sarjetas
das nossas vontades escondidas
dos nossos sonhos indecifráveis
dos absurdos que vociferamos
feito animais indomados
quando estamos bebados
(todas as verdades
que não acreditamos mais)
mentimos o tempo todo
para nós mesmos
e já nos esquecemos
em que acreditar
somos todos iguais
no nosso impeto
de sermos diferentes
nos tornamos apenas
e mesma massa
disforme
e triste
de almas abandonadas
somos todos
a mesma merda
todos juntos
somos nada
(e eu sinceramente não sei porque isso é tão difícil de engolir,
seu pedestal
não é assim tão alto
quanto você imagina
quanto você queria que fosse
DESÇA
e verá que não vai se machucar
muito
na queda)
14 de maio de 2014
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Um comentário:
"mentimos o tempo todo
para nós mesmos
e já nos esquecemos
em que acreditar"
Gostei muito dessa parte e do texto como um todo.
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