12 de maio de 2012

Poema Para um Velho Personagem Anônimo

Fugitivo eterno da sobriedade
Que aprisiona os homens de bem
Cativo da liberdade
Que assume os filhos de outrem

Filho preferido da angustia
Que nunca o deixara dormir
Bastardo do amor
Que sempre o via partir
Pai de histórias tristes
Que nunca alguém quis ouvir

Amante de tudo que é nocivo
Homem de palavras bonitas
Andarilho das esquinas
Freguês das muitas mentiras
Que lhe sussurravam no ouvido

Vitima preferida das assimbrações
Que moram nos corações

Aluno de professores cruéis
Que sempre foram repudiados
Professor de infelizes fiéis
Que também nunca foram amados
Aniquilador de inocentes papéis
Que agonizavam com seus versos vomitados

Escravo da ebriedade e das lágrimas
Mestre em fugas e repentinas aparições
Amigo da decadência e das mágoas
Veterano de porres e decepções.

(daqui)

4 comentários:

aline disse...

se esse é você, estamos na mesma.

Ana Andreolli disse...

gosto ainda mais quando vc rima!

Ana disse...

Que saudade que deu de ler você!

aline disse...

acabei de ler seu comentário e acredita que o facebook também anda me salvando? HAHA
tem hora que essas coisas funcionam.

um beeeijo, miné!