Não sei de você
Mas não estou legal
Meus olhos ardem
Pois passei o dia todo mal
Meu maço de cigarros
Está no fim
E não é isso que vai me matar
Quando tem uma bomba atômica apontada pra mim
Não sei se você
Quer mesmo saber
Mas agora, enquanto falamos de Deus
Uma criança acabou de morrer
Não vejo a hora de te encontrar
Vou te receber com um beijo
Deitar no teu colo
E ouvir você me consolar
Pois cansei de derrubar lágrimas
Por um mundo que me vira as costas
Por um futuro que afunda na bosta
Por sonhos que não passam de fábulas
Ainda nos resta um ano, amor
Até o mundo acabar
E a impressão que tenho
É que ainda é muito tempo
E a impressão que tenho
É que não vamos aguentar - esperar
E fugir
E viver
E sorrir
E morrer
Não venha me dizer
que passou comigo a noite passada
Se ainda não conheço você
Se já não lembro de mais nada.


5 comentários:
se cada um viver esse último (?) ano como se fosse realmente o último, talvez o futuro iria afundar em outro lugar ;)
beeeeijas, Miné! ;*
Não deixa de ser especial Henrique, sério, gosto tanto de seus comentários... Hahaha, falando em especial, senti algo assim quando li esse aí, amanhã será um bom dia, assim como espero que seja, para mim, para você, e para todo esse futuro que afunda sabe lá onde...
Incrível como algumas coisas que vc escreve consegue mexer tanto comigo. Você é real nos textos.
Se ache então! Hahahahahaha, obrigada, feliz natal pra ti também!
Beijos
Fala de fim do mundo com almofadinha é pra bixo grillo! O mundo acaba todo dia, voce sabe!! ou nao! de qlqer maneira ele acaba, e sua poesia, prosa, verso, continua viva, igual esterco que serve de adubo organico pras vidas futuras!! Combustivel explorado, narrado por ser humano real! nunca pare com o que vc faz!! vida longa!!
Postar um comentário