Anos depois, se preparavam para mudar de casa. Para uma maior, ou menor, com varanda, ou sem, não importa.
O que importa é que, organizando a mudança, eles abriram aqueles armários que ficam no canto de cima, aquela caixas que se escondem debaixo da cama e viram o que tinha dentro de cada uma, com nem tanta paciência, mas ainda assim, nada passou em branco.
Riram com fotos antigas, com aquelas roupas ridículas e, como era de se esperar, se perderam em lembranças, compartilhadas e particulares, algumas até inesperadas e indesejadas, mas bem sabe que essas são as mais teimosas, e eram as maiores responsáveis pelos olhares vagos.
Tentaram montar uma árvore de Natal, aquela do primeiro que passaram juntos, que ele sem querer deixou a estrela de vidro cair e quebrar, e os dois, querendo, brigaram por isso.
Mas a maior lembrança que a árvore de Natal trouxe não foi da briga, e sim da reconciliação, e trocaram um beijo rápido, com os olhos brilhando.
Então, abriram uma outra caixa, essa de sapatos, estava cheia de fitas cassete, algumas que trocaram, outras que ouviam no carro, e mais um tanto particulares. Escutaram algumas, cantarolaram e debocharam do gosto um do outro.
Até que ele colocou aquela fita, e quando a música começou ele parou, na verdade, o mundo parou para ele, e nada existia além daquela música e do filme que vinha com ela.
Fazia muito tempo que não à escutava, gostava muito daquela banda desconhecida mas, por causa da correria da vida, acabou esquecendo dela, até aquele momento. A música, dá época que se conheceram, da época de menino perdidamente apaixonado e sonhador falou com ele de uma maneira inesperada, trouxe de volta aromas, sabores e sensações, trouxe uma lembrança daquelas fortes, em que você se sente exatamente como se estivesse naquela época.
No meio da canção, quando o refrão começou, ele desabou em um choro forte, como não chorava desde à época que escutava aquela música.
Ela ficou olhando pra ele sem entender, não sabia se consolava, se o abraçava ou simplesmente olhava.
Foi ele então que, em meio as lágrimas, lançou o olhar para ela, vem aqui, ele a abraçou, e fechou os olhos, para terminar de escutar a canção assim.
Exatamente da maneira como a escutou pela primeira vez.


11 comentários:
Ownnnnn *-*
Uma parada para relembrar as coisas boas do passado, isso é ótimo.
é sempre bom deixar as memorias virem atona...adorei aquii beijooos
Que texto mais liindo, amor! *-*
Eu não esperava esse final.
Fiquei toda boba aqui, como se isso fosse muito raro! :b
Um dia nós também teremos nossos momentos de recordações. *-*
Te aaaaamo!
;@:
Fantástico!
Nossa se eu falar que chorei lendo este post *-*
Lembranças, recordações e momentos que não voltam, mas que sem querer esbarram na gente.
Beijos :*
"passado" nostalgia, sinto tanta falta.
muito lindo.
Que liindo *-*'
As lembranças do fazem relembrar dos nossos lados bons, ameei :D'
Filho da sua mãe, me fez chorar aqui.
Que texto lindo e pro coincidência,postei ontem sobre lembranças.
Beijos
que absurdo de bonito, miné.
Não esperava por esse final. Gosto de ser surpreendido.
Ótimo texto!
Abraço!
Aii,menino!
Que gracinhaa!
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