Com seus dias cada vez mais corridos, não era difícil ele perder a hora de qualquer coisa, às vezes perdia a hora até de perder a hora.
Ele também não ficava muito surpreso se algo, dessas coisas pequenas do dia a dia, desse errado. Ficava por vezes bem nervoso, mas acabava relevando.
Às vezes ele não almoçava direito, outras vezes a refeição desfavorecida era a janta. Era difícil ele se concentrar pra estudar, sempre uma ou outra discussão aparecia em casa, e o chuveiro tinha parado de esquentar como antes.
Além disso, ele perdia o ônibus e esquecia de entregar trabalhos, alguns bêbados, mendigos, ou mendigos bêbados pareciam o adorar, e sempre que ele decidia comprar um café ele já estava frio, fraco e doce.
Ele machucou o dedo cortando a unha, e a unha tocando violão, isso sem falar de umas cordas que arrebentaram sem motivo aparente e de sua pulseira de estimação ter simplesmente sumido.
Mas, toda noite, quando ele se deitava, esquecia tudo isso.
Toda noite, quando se deitava, ele adormecia olhando para a foto dela, e todos os problemas do mundo, aqueles que o atribulavam, ou que não lhe diziam respeito, todas as dores e dúvidas, as pequenas ou imensas tragédias, tudo simplesmente sumia, até a hora dele pegar no sono.
Porque era olhando a foto dela que ele percebia que valia a pena enfrentar tudo aquilo que enfrentava todo dia, que valia a pena passar por cima de qualquer coisa, afinal, a noite aquele sorriso lhe faria companhia, e tudo estaria em paz.


8 comentários:
O que o amor não faz?! *-*
AAAAAAAAAAAAAAAWWWWN :$
Ai, como eu gosto do amor que você escreve... mimimimi
saio desse blog aqui suspirando. TODA VEZ.
incrivel --'
UAHSUAHSAUSHAUSH
beijo, coisa fofa.
ah, pois eu preciso de um sorriso assim, que me faça esquecer das misérias desse mundo. um que me faça acreditar que vale a pena e até a galinha. (hi hi)'
beijas, moço :*
É o amooooooooooooor ♫ rs
O amor nos faz enfrentar a mais dura guerra só pela sensação doce de reencontrar o seu amor ao final dela.
amor simplesmente complicado.
E é confuso quando até nossa rotina perde os horários, quando nosso corpo está presente e nossa cabeça e coração em outro.
Ótimo texto!
Abraço!
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