15 de janeiro de 2010

Melancólico Delírio Atemporal

Às vezes você se vê alheio ao tempo, parado, imóvel.

O tempo passa afinal ele nunca para, mas é como se não passasse, as vezes quando você se sente assim, começa a observar o mundo ao seu redor.

Percebe como ele não é tão bonito e simples como você sonhou em fazê-lo. Percebe como ele é podre e corroído pelo tempo.

As vezes você olha ao redor e nada lhe parece fazer sentido, muito menos a vida, a vida não tem sentido para você, é apenas sofrimento, e a luta por ela, nada mais é do que uma luta desesperada e dolorosa para sofrer. A luta pela vida lhe parece uma burrice.

Você pensa e chega a conclusão que a única parte boa da vida é aquela que você passa dormindo, alheio ao mundo ao seu redor e do sofrimento que é estar acordado. Mas um sono sem sonhos, os sonhos nunca são bons, pois ou são pesadelos, estranhos o suficiente para confundir-lhe ou felizes demais a ponto de você amaldiçoar ter acordado.

E então Henrique, o tempo começa a passar novamente e você percebe que tudo que passou na sua mente nos últimos momentos são meros delírios, é o seu “cavaleiro das armas escuras” vagando pelas trevas de sua mente. Percebe que é normal que isso deve acontecer com todo mundo e desiste um pouco de pensar.

Desiste para não saber que estava certo enquanto o tempo não corria.

(postagem original)

2 comentários:

Gabriela P. disse...

Seria muito legal se o tempo pudesse parar em alguns momentos.
Mas não digo porque penso que seja ruim essa "luta pela vida", como você denominou, eu penso que o tempo nos regra muito, acabamos vivendo em função e deixando de aproveitar muita coisa.
Nessas horas que gostaria de ter um Controle Remoto Universal, igual do Adam Sandler, sabe?
HADIUSHUDIAS

Beeijos, Henrique! ♥

Clariano disse...

Se não o melhor, esse foi um dos melhores textos que eu já li.