De onde pra
onde ou como
nem elas
nós ou todos os deuses
sabem
no escuro
a luz da lua
fraca, por uma fresta
a cortina
nunca totalmente
fechada
os sons da noite
não ouvimos
deitado olho
para a ponta do meu cigarro
e o único barulho
do quarto
é quando dou
um trago
miro você
também concentrada em
produzir fumaça
as vezes, suspiramos
fora isso
olhamos o teto
mas, o azul
que vem da janela
não nos deixa esconder
nossos olhares molhados
e
preocupados
com o infinito das
teias de aranha
acima de nós
e elas vem
nascem, crescem e
despencam
escorrem e, antes de
morrerem
nos molham
por que
pra que
merda
se soubessemos
não precisaríamos
delas.


6 comentários:
Esse texto seu me remeteu ao vídeo-clipe Lullaby, do The Cure: http://www.youtube.com/watch?v=ijxk-fgcg7c
Bjos!
Aranhas misteriosas, nunca as vejo formando a teia. Ela aparece, assim de repente, em algum canto da casa.
Hehehe... que bom que gosto do clipe! Eu amo o The Cure!! Eu te adicionei lá no meu MSN sim. Até tentei de novo, mas deu que já tava adicionado. Tenta você aí me adicionar pra ver o que acontece.
Bjos!
Andei reparando também, nas infinitas teias misteriosas que surgem sem saber o porquê, ou para quê. Gostei demais desse teu texto, também lembrei do clipe do The Cure, que por sinal vi há pouco tempo. Voltarei sempre por aqui. Se puder passar lá no meu canto, muito me alegrarei, estou seguindo-te
Beeijos
http://venenosemacas.blogspot.com.br
que lindo esse poema.
gostei de coração :)
Elas são misteriosas assim pra prender, porque vamos combinar, se fosse do nosso conhecimento que elas estão lá sendo tecidas, nós não seriamos presas.
Já disse que eu realmente espero o meme, nem que seja por e-mail?Ou foi só mais uma daquelas coisas que eu pensei que disse mais que não saiu em voz alta?
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