11 de outubro de 2010

Lar Doce Lar

Tento ir lá fora
E a fumaça não me deixa respirar
No escuro não vejo
O sangue que teima em me molhar
Ouço gritos longe
De ódio e de pavor
Sinto gosto de culpa
Que aumenta minha dor

O que fizeram com aquele homem?
Aquele que pedia dinheiro para o vício
No fundo, ele era sábio
Se entorpecia, e não via o precipício
Onde está seu filho
Que os deuses lhe deram pra cuidar?
Você preferiu fechar os olhos
E não vê-lo se afundar

Antigamente havia pássaros
Que sobre beleza cantavam
Hoje eu vejo serpentes
Que no fruto proibido se esbaldam
O que você fez com seu tempo
Que deveria ter de sobra?
Preferiu se massacrar e vendê-lo
Para sustentar essa droga

E a alegria no seu olhar
Aquela que sempre quis ver
Só vejo lentes negras
Esconde o choro que insiste em descer
Havia um campo verde
Onde se via o sol nascer
Agora está pintado de vermelho
E vimos a paz morrer

Ainda transformarão a bondade
Em algo que se pode comprar
O brinde será um pouco de amor
Para te incentivar a gastar
Mas como as coisas estão
Matéria prima vai ser dificil de achar
O preço será alto
E ninguém estará disposto a pagar.

4 comentários:

Gabriela P. disse...

Iiiiih, você tá assistindo muito Supernatural!
HASUIDAHUDISA





Te aaaamo!
;@:

Laurie. disse...

sei lá mais a cada dia que passa me impressiono mais com seus textos ;)

Marcella Leal disse...

Não se ajuda quem não quer ajuda, comentário talvez nada a ver, mas sei lá, foi o que eu interpretei.
Bonito texto.

Erica Vittorazzi disse...

Henrique, como não sei fazer poesia, admiro muito quem consegue.

Parabéns, adorei.


beijos