11 de junho de 2010

Ciclo

O aparelho frio, que ainda assim serve para aquecer desejou-lhe bom apetite, ela nem reparou, comeu sozinha ainda com a toalha na cabeça para secar os cabelos.

Entrou na sala, procurou o local marcado e tentou sentir-se confortável, algumas pessoas conversavam baixo, um jovem casal apaixonado sentado logo atrás conversava entusiasmado, é, ela tentou sentir-se confortável.

Era sábado, ela gostava de sair nos sábados a noite, terminou de comer seja lá o que for e foi para seu quarto terminar de se arrumar, ainda tinha pouco mais de uma hora, esperava que desse tempo.

Os trailers começaram, ela decidiu prestar atenção, tentar esquecer um pouco do mundo lá fora, concentrar-se em dramas inventados que sempre acabariam bem, de um jeito ou de outro.

Ficou um certo tempo para escolher a roupa, mas, enfim, escolheu. O celular tocou, atendeu entusiasmada.

O filme ia se desenrolando, e ela ainda não tinha conseguido se concentrar, não tinha cabeça nem pra ler as legendas, só conseguia pensar naquela ligação.

Jogou o celular em cima da cama, em lágrimas, sentou-se frente ao espelho e começou a chorar, estava com raiva, estava triste.

Se alguém da sala parcialmente vazia visse, pensaria que era por causa do filme, que ja tinha arrancado lágrimas de uma moça ali perto, mas ninguém a viu chorar, e a moça tinha alguém ao seu lado para enxugar-lhe as lágrimas.

Justo agora que ja tinha escolhido a roupa, estava pronta para ir, olhou para frente e não gostou do que viu, pegou um lenço, enxugou as lágrimas, iria assim mesmo.

Quando a projeção enfim acabou, ela tirou forças sabe-se lá de onde e saiu, cabeça erguida e foi embora, nem sabia se o filme foi bom, só sabia que não queria estar ali, não sozinha.

Entrou na sala, procurou o local marcado e tentou sentir-se confortável, algumas pessoas conversavam baixo, um jovem casal apaixonado sentado logo atrás conversava entusiasmado, é, ela tentou sentir-se confortável.

Enfim, chegou em casa, e já estava deitada quando o celular tocou novamente, atendeu e sorriu, era ele. No dia seguinte sairía novamente.

O aparelho frio, que ainda assim serve para aquecer desejou-lhe bom apetite, ela nem reparou, comeu sozinha ainda com a toalha na cabeça para secar os cabelos…

4 comentários:

Gabriela P. disse...

Acho que eu não entendi. :(

Beeeeijo ♥

Laurie. disse...

eu fiquei meio confusa no começa, mais depois de ler umas dez vez eu acho que entendi :) kkk

Maria Midlej disse...

Que fooooooooooooda! comecei confusa também, e no final, entendi. Bem tipico se entristecer e assistir um filme. Faço isso tipo... sempre. hahaha

Olha, sério, foi um dos teus melhores textos. adorei as cenas paralelas pra explicar o enredo. haha
dificil, ein? :)

beijos, Miné

Ana Carolina disse...

gostei daqui, seguindo...

beiijo,
*.*